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terça-feira, 14 de abril de 2009

Guaratinguetá participará dos Corredores Ecológicos

Corredores verdes ligarão Serra do Mar e Serra da Mantiqueira

O projeto Corredor Ecológico Vale do Rio Paraíba incentiva o amor pela mata para recuperar 150 mil hectares de Mata Atlântica com a ajuda da população local. A Mata Atlântica é o bioma com a maior biodiversidade do mundo, embora sofra pressões constantes de poluição e destruição. De sua extensão original, só restam 7%, um alerta para a urgência de mais esforços para sua proteção. Para defendê-la, uma iniciativa pioneira foi lançada: o projeto Corredor Ecológico Vale do Paraíba, que objetiva ligar fragmentos da mata, ampliando a chance de sobrevivência das espécies, ao mesmo tempo em que integra a população de seu entorno à sua preservação e recuperação.
O projeto reúne empresas e ONGs que já atuam em prol da Mata Atlântica e trabalhará com o que existe à sua volta. “Não vamos reinventar a roda. Em cada ponto que chegarmos, vamos estudar qual a melhor solução para melhorar a proteção e recuperação da mata, em conjunto com a sua população”, detalha Paulo Valladares Soares, secretário-executivo da proposta. Paulo explica que a base da ação é aliar os cuidados com o meio ambiente e às culturas locais, educação e geração de renda. “É preciso cuidar das pessoas, em primeiro plano. Melhorando a qualidade de vida e promovendo, ao mesmo tempo, a conscientização de como tudo está interligado, podemos atingir nossos objetivos”, afirma.“É necessário construir amor pela mata. Sem esse sentimento, avançamos muito pouco”, reforça o executivo.
150 mil hectares em dez anos.
A meta do Corredor Ecológico Vale do Paraíba é recuperar 150 mil hectares de Mata Atlântica, criando ligações de áreas naturais entre a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar. O reflorestamento previsto tem um custo calculado de R$ 15 mil por hectare, para o plantio inicial, e dois anos de acompanhamento e manutenção. Cada hectare recebe 1.700 mudas de 80 espécies nativas diferentes. As áreas são escolhidas com uma análise aérea da região, priorizando ampliar a mobilidade da fauna e fortalecer a proteção de cursos d’água.Todo o trabalho é aliado às dinâmicas sociais locais, para que a população entenda e valorize o que está sendo feito, sentindo-se motivada a participar. Estuda-se, caso a caso, o desenvolvimento conjunto de práticas sustentáveis para geração de renda e melhoria das condições de vida no entorno das áreas reflorestadas. “O Corredor Ecológico é um caminho de muitas mãos. Sustentabilidade não se constrói sozinho”, diz Paulo.
Ele ressalta o planejamento feito para atingir resultados duráveis por meio da precisão na ação, mas com benevolência no contato com as pessoas, respeitando os valores, as vivências e o jeito de ser de cada um. Por isso evita-se a pressa na execução, que está prevista para atingir sua meta em dez anos.“Abordamos um agricultor, por exemplo, falando de conservação do solo. Assim, abrimos caminho para dialogar sobre a necessidade dos corredores ecológicos e os benefícios ambientais que eles geram”, detalha o empreendedor.A proposta já tem três hectares reflorestados, nos municípios de São Luís de Paraitinga e Guaratinguetá, ambos no Estado de São Paulo. Ela se concentra na região do Vale do Paraíba paulista e, além dessas duas cidades, elegeu também os municípios de Lorena, Aparecida, Redenção da Serra e Natividade da Serra para a primeira etapa de sua ação.
O projeto conta com a adesão das seguintes organizações:
• Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul – www.comiteps.sp.gov.br;
• SOS Mata Atlântica – www.sosma.org.br;
• Instituto Ethos – www.ethos.org.br;
• Oikos Agroecologia – www.institutooikos.org.br;
• VCP Votorantim – www.vcp.com.br;
• Instituto Tomie Ohtake – www.institutotomieohtake.org.br.
A participação é livre a todos os interessados, ONGs, empresas, proprietários de terra, instituições de ensino ou pessoas físicas que queiram contribuir com conhecimentos, recursos ou trabalho voluntário. Para tanto, basta contactar seus organizadores por meio do site www.corredordovale.org.br, no qual se encontra ampla informação sobre o projeto.

(Fonte: Envolverde/Por Neuza Árbocz, especial para o Instituto Ethos
12/04/2009 - 11h04)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Valores

O primeiro Bimestre a Escola Profª. Francisca de Almeida Caloi (do infantil ao 5º ano) está desenvolvendo o Projeto Resgatando Valores.

Livro: O menino, seu avô, e a árvore da vida.

Autor: José Bortolini

Ilustradora: Márcia Franco

Editora: Paulus

Alunos atendidos: 4º ano - 2º Ciclo.

Professor: Sergio Augusto Camargo Siqueira

Tempo provável de duração: 1º Bimestre


* Tema: Resgatando Valores

* Justificativa:

As complexidades, incertezas e desentendimentos que permeiam as relações humanas, colocam a criança, indivíduo em formação, em situação de experimentação de comportamentos, atitudes e aplicações de valores que refletem a sua vivência familiar e de sua comunidade. Diante do panorama da distorção e banalização da ética, da moral, dos valores e da civilidade. Diante da impaciência para dialogar, da violência gratuita, de todo um momento de mudança da concepção de familia e sua estrutura. E também da forma como se convive como outro. A escola deste milênio se encontra embuida da responsabilidade de refletir e enfrentar as várias formas de violência que tem atingido de maneira implacável o cotidiano escolar, sendo esta violência reflexo da socialização de nossa sociedade.

O presente projeto se estrutura e se baseia na premissa teórica onde os valores são construídos na interação entre "um sujeito imbuído de razões e emoções e um mundo constituído de pessoas, objetos e relações multiformes, dispares e conflitantes". Seguindo esta linha de pensamento o projeto propõe por meio de uma educação transdisciplinar possibilitar a construção de valores por meio das mais diversas trocas dos alunos entre si, com outros elementos da comunidade escolar, com elementos externos à escola e com as mais variadas produções culturais.

Para tanto e diante da reconhecida crise de valores de nossa sociedade, adotamos para parâmetro de nosso projeto a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Que se justifica ser um referencial reconhecido e aprovado pelas mais diversas culturas. Permite assim promover uma educação para a ética, a cidadania e a paz.
-Objetivos
Cognitivos:
* Utilizar as diferentes linguagens: verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal, como meio para expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções da cultura.

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